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Desaparecer, publicado pela Mondru em 2024

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  Sinopse Dividido em três partes e narrado por um menino de treze anos, Desaparecer trata de temas como a solidão, a tristeza e a precariedade. O narrador-personagem diz na abertura que “quando uma pessoa mete na cabeça a ideia de que vai morrer não tem jeito”, e é com essa expectativa que entramos na história. O menino lida com o desaparecimento de pessoas à sua volta, nos vários sentidos que essa palavra pode assumir. E em meio a solidão dos dias e das tardes, ele traça planos, investiga um desses desaparecimentos e é levado a enfrentar a solidão. Sua prima Suzete diz a ele que há um enorme baú com as coisas do seu pai na casa dela. E essa informação, que o leva a ter dúvidas e criar hipóteses acerca da própria vida, se desdobra num acontecimento, na “vida depois”. Trata-se de uma investigação da solidão do ponto de vista da criança . Sobre o autor Paulo Zan é o nome artístico de Paulo Freire, (Rio de Contas-BA, 1999), graduado em Filosofia e mestrando em Literatura e Cultura pe...

Trapaças, novo livro de Paulo Zan

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  O reflexo do sol em uma chave metálica, o som de um isqueiro acendendo tremulamente um cigarro, o odor do mofo que se alastra pelas extremidades de um cômodo, o sabor insípido do corpo de Cristo em um domingo qualquer… talvez uma dessas coisas seja bastante para fazer passarem desapercebidos os enganos que estão aqui prestes a se desenrolar; mas uma coisa é certa: se há algo que esses casos de Salvador (e quem sabe alhures) nos ensinam, é que não basta estar atento para se livrar de um engodo. Muito pelo contrário, talvez seja justamente essa atenção redobrada a primeira a nos trair. É recomendável então que se distraia o leitor ao modo de quem se entrega ao sutil relaxamento ensejado pelos tragos de um cigarro qualquer, e se recoste enquanto se deixa seduzir e ludibriar por essas tênues e tácitas Trapaças… (Texto da orelha, por Caio Paiva Ribeiro) Sobre o autor Paulo Zan, nome artístico de Paulo Freire, nasceu em Rio de Contas, BA, em 1999. É graduado em Filosofia e mestrando em...
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Este livro é uma porta. É preciso, nesse caso, abri-la muitas vezes, sem saber o que há do outro lado. Nesta publicação de Paulo Zan, o leitor se encontrará às margens de um território em colonização, numa cidade do interior, em secretas passagens subterrâneas, numa beira de estrada em meio ao breu. Estas narrativas curtas e imersivas compõem o tipo de livro que merece acompanhá-lo na mochila, (entre)aberto nas brechas do dia, como quem mergulha com alívio na ficção cercado pelo real, no intervalo do almoço, no ônibus, numa fila de espera. Emergir de volta pode ser difícil. […]   Dividido em duas partes, com 16 contos no total, é difícil definir por um este livro. O autor, atravessado pelo verdor da idade, é um explorador da escrita e seus caminhos, e não hesita em se aventurar pelas formas, gêneros e estilos. Felizes aqueles que não temem a palavra, instrumento de descoberta. Escrever acima de tudo, talvez isso defina Paulo Zan. Pouco a pouco, nasce o escritor. [Trecho do texto de...